O 3º Encontro CONACATE Mulher, realizado em Curitiba-PR, entre os dias 18 e 19 de março, reuniu representantes de entidades de todos os estados e um time de técnicos e especialistas que abordaram o tema: violência contra a mulher a mudança para um futuro seguro. Na abertura do evento, o vice- presidente da Confederação Nacional das Carreiras Típicas de Estado - CONACATE, Maicon Zambrini, aludiu a escalada de violência contra a mulher. Basta a gente ligar a televisão, escutar o rádio ou até mesmo abrir o jornal para saber o quanto o tema deste evento é relevante. Ele falou ainda do sucesso dos eventos anteriores, estendendo o desejo para que o mesmo ocorra neste e nos próximos encontros. É muito importante que saíamos daqui com um discurso e empenhados em replicar o que ouvimos no dia a dia, não só pensando no macro, mas também no micro.
No Brasil, uma mulher é morta a cada quatro horas, apenas por ser mulher. Em 2025, quase 4 milhões de brasileiras foram agredidas dentro de seus próprios lares, onde deveria ser seguro. No mesmo ano, o Brasil registrou mais de 80mil casos de estupro e estupro de vulnerável, ou um estupro a cada seis minutos. Os dados dessa triste realidade foram trazidos pela presidente da CONACATE Mulher, Juçara Veiga Antoniassi. Esses números não são estatísticas, têm nomes e rostos, e deixaram famílias esfaceladas e muitos órfãos pelo caminho. A violência física é a mais incidente e destruidora, porém não é a única cometida contra a mulher. Juçara citou outros tipos de violências praticadas, como a psicológica, patrimonial e política, entre outras.
Na busca por soluções para enfrentar e conter essa pandemia de violência contra a mulher, poderes, entidades, instituições e a sociedade civil desenvolvem ações e instituem ferramentas com o propósito de preservar a vida. O Ministério Público do RS é um dos atores engajados nesta luta. Em sua fala na abertura do encontro, a presidente da APROJUS, Carmen Pasquali, destacou a atuação do MPRS e apresentou algumas iniciativas promovidas para o combate à violência contra a mulher. Entre elas a mais recentes ações: o lançamento do mapa da rede e a assinatura do termo de cooperação com demais instituições que criou a Rede do Sistema de Justiça para enfrentamento à Violência contra a Mulher (REDESJUS). Carmen Pasquali também citou como referência o trabalho realizado pela Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa, que sob a condução da deputada Bruna Rodrigues conseguiu levar ao Plenário e aprovar, no início do março, um pacote de projetos de enfrentamento ao feminicídio no RS. Isso ocorreu quando o Estado já registrava 20 mortes de mulheres até o mês de fevereiro. A presidente da APROJUS falou ainda sobre a violência política, a baixa representatividade de mulheres nos espaços políticos e os desafios para ocupação de cargos eletivos.
Carmen Pasquali também prestigiou a homenagem a servidoras públicas paranaenses que tiveram trajetórias marcadas por lutas e lideranças reconhecidas. Entre as homenageadas a ex-presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Paraná, Elis Regina Slomski. Dirigentes das Associações de Servidores dos MPs do Rio Grande do Sul e São Paulo e do Sindicato dos Servidores do MP do Amazonas, filiados à CONACATE marcaram presença no evento.
Ao final do encontro, foi apresentada a Carta de Curitiba 2026, contendo reflexões, propostas e caminhos apontados nos debates, para o enfrentamento estrutural da violência no Brasil. O documento foi elaborado pelo Sinafresp e assinado pelas entidades filiadas à CONACATE, reafirmando o compromisso e a defesa da vida e dos direitos das mulheres.
Assista os debates em: www.youtube.com/@Conacate
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