A proposta prevê
a isenção de forma gradual da contribuição previdenciária dos aposentados e
pensionistas do serviço público gaúcho. Desde a apresentação da PEC, em 2
julho, pelo deputado Leonel Radde (PT), a Associação atua na Assembleia
Legislativa visando alcançar o número mínimo de assinaturas (19), para o
protocolo da matéria. Até o momento, 15 parlamentares assinaram a PEC.
A proposta cria uma regra de transição a partir de 2028 até
2032, com gradual elevação da faixa de isenção da contribuição. A incidência
inicial ocorrerá somente sobre os valores que ultrapassarem dois salários
mínimos nacionais e, ao final do período, apenas sobre os proventos que
excederem o teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
Quando verificada a ocorrência de déficit atuarial, a
contribuição dos aposentados e
pensionistas do RGPS deverá incidir sobre o valor dos
proventos de aposentadoria e de pensões, obedecendo aos seguintes limites:
I. Em 2028, a partir de 2 (dois) salários-mínimos nacionais;
II. Em 2029, a partir de 3 (três) salários-mínimos
nacionais;
III. Em 2030, a partir de 4 (quatro) salários-mínimos
nacionais;
IV. Em 2031, a partir de 5 (cinco) salários-mínimos
nacionais;
V. A partir de 2032 sobre o valor da parcela dos proventos e
de pensões que supere o
limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime
Geral de Previdência
Social.
A PEC retoma a situação anterior à Lei Complementar de 2019,
com a previdência incidindo apenas sobre o valor dos proventos e pensões que
ultrapassem o teto do Regime Geral de Previdência, neste caso, diminuindo a
base de cálculo.
A APROJUS e demais representações dos servidores cobram do
governo gaúcho a revogação da cobrança
previdenciária para servidores inativos que recebem abaixo do teto do RGPS,
conforme já ocorreu em outros estados da federação. A cobrança escalonada foi a
opção de outros estados.
Estudo do Dieese, de maio deste ano, revela que aposentados
e pensionistas gaúchos são sobretaxados e deixam para o governo um salário
integral por ano a título de incidência previdenciária. Uma injustiça, na
avaliação da APROJUS. Isso é um verdadeiro confisco sobre aqueles servidores
que já contribuíram a vida toda e que possuem renda mais baixa. Por isso, a
Associação se manterá firme nesta luta em defesa dos aposentados e
pensionistas, ressaltou a presidente Carmen Pasquali.
O embate pelo fim do desconto previdenciário também é
travado na Câmara dos Deputados, onde a APROJUS juntamente com a União Gaúcha
em Defesa da Previdência, a Pública Central do Servidor, a CONACATE e o MOSAP,
estão mobilizados pelo apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2004. A proposta
prevê a extinção gradual, em 10 anos, da contribuição para aposentados e
pensionistas que recebem acima e abaixo do teto. Com a aprovação da PEC e a alteração da Constituição Federal,
a regra deverá ser replicada nos estados.